|
ão há uma maneira melhor de introduzir uma página dedicada à oração do que transcrevendo-se as palavras do próprio Jesus:
EFICÁCIA DA ORAÇÃO
”Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois
todo o que pede recebe; o que busca
encontra; e, a quem bate,
abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre
vós
é o homem que, se porventura o
filho lhe pedir pão , lhe dará pedra? Ou,
se lhe pedir
um peixe, lhe dará
uma cobra?
Ora , se vós, que sois maus
sabeis dar boas dádivas aos vossos
filhos, quanto mais vosso Pai , que está nos céus, dará boas cousas aos que lhe
pedirem? Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós
também a eles; porque esta é a lei e os profetas”. (Mt: 7,7-12)
Como Orar
“E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a
tarde, lá estava ele, só
(Mt: 14,23)
S. Mateus, neste versículo, nos diz que
Senhor, depois de haver despedido as multidões
que ali acorreram
para ouvi-lo falar,
e se retirou para rezar sozinho.
Em seguida nos vem dito que ele procurava um
lugar apartado, distante das distrações, de cada solicitação externa e em
solidão rezava. O tempo parar e Jesus absorto, em
profunda e intensa oração, rezava e não se
cansava, tanto que: “chega a noite estava ainda alí.”
Quanto è diferente, ao contrário, a atitude dos homens...
Sentindo aproximar-se o momento inicial da sua Paixão, necessária à redenção
da humanidade pela qual se fez carne, se recolhe, mais uma vez em oração:
No Getsêmani
36
Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado
Getsêmani
e disse-lhes: “Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar”.
37
E,
tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a
angustiar-se.
38
Disse-lhes, então: “Minha alma está triste até
a morte. Ficai aqui e vigiai comigo”.
39
Adiantou-se
um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: “Meu Pai, se é
possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim
o que tu queres”.
40
Foi ter então com os discípulos e os encontrou
dormindo. E disse a Pedro: “Então não pudestes vigiar uma hora comigo?”
41
Vigiai e orai para que não entreis
em tentação. O
espírito está pronto, mas a carne é fraca.
42
Afastou-se pela segunda vez e orou, dizendo: “Meu
Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua
vontade”.
43
Voltou ainda e os encontrou novamente dormindo,
porque seus olhos estavam pesados.
44
Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as
mesmas palavras.
45
Voltou, então, para os seus discípulos e disse-lhes: “Dormi
agora e repousai! Chegou a hora: o Filho do Homem vai ser entregue nas
mãos dos pecadores”
46 “Levantai-vos,
vamos! Aquele que me trai está perto daqui”.
( Mt: 26,36-46)
O Senhor pede aos
apóstolos (ou seja, aqueles que estavam junto Dele a cada dia, o seguiam, eram
os seus amigos, os seus irmãos, e haveriam, por
isso devido partilhar com Ele quer os momentos de
felicidade , de popularidade, quer momentos de abandono e de sofrimento) de
vigiar rezando
com Ele.
De
vigiar, dizia, com aquele
Mestre
que
diziam amar, aquele Mestre que estava vivendo momentos de tristeza e de angustia
de uma intensidade tal que nunca foram vividas por outro homem. Tanto que Ele
dirá: "Assim não fostes capazes de vigiar uma só hora comigo?” E ainda: “Vigiai
e orai para não caíres em tentação. O
espírito está pronto mas a carne é fraca”.
Nós homens não somos capazes de vigiar, nos
cansamos, nos deixamos distrair pelas nossas vicissitudes
humanas,
nos deixamos atrair
pelos prazeres
materiais que a vida nos apresenta. Não sabemos
estar juntos ao Senhor nem mesmo na sua Paixão e morte.
Apesar disto
Ele
se
fez carne para
restituir-nos aquela amizade que tínhamos com Deus,
e
que
foi desgastada
por
causa dos
nossos pecados, chegando essa
corrosão
a um estágio tal
que somente
o próprio Deus podia, através do Seu Filho, redimir
a humanidade e com o
Seu perdão resgatá-la. E, nos ingratos, não
conseguimos “ vigiar, com Ele,
nem
mesmo uma hora” A oração do Senhor, ao contrário, era perfeita, nela Sua
humanidade estava
angustiada, mas mesmo assim
Ele
diz:
"Meu
Pai, se este
cálice não pode ser afastado de
mim sem que eu o beba, seja feita a Tua vontade".
Jesus nos diz,
claramente, qual deve ser a
nossa atitude quando orarmos:
5
Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas
sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu
vos digo: já receberam sua recompensa.
6
Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e
teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.
7
Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que
julgam que serão ouvidos à força de palavras.
8
Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que
vós lho peçais.
( Mt:
6,5-8)
Estes versículos
S.
Mateus
enfatiza que a nossa oração deve ser humilde, feita de
coração, não ostensiva para obter a aprovação do próximo.
No Getsêmani:
“prostrado,
com o rosto em terra,
rezava
dizendo”
Se
conta
que quem estava junto ao Papa João Paulo II, muito frequentemente,
encontrava-o
prostrado
na Sua capela
rezando.
Estava de tal forma imerso na prece que não se dava
conta do que acontecia em torno dele.
No Pai Nosso se
concentra a prioridade do cristão:
Em
primeiro lugar: “seja
santificado
o
Teu Nome, venha a nos
o
Teu
Reino”
Em
seguida, antes de mais nada,
deve
vir a
adesão de nossa parte à Vontade do Pai e a Sua Glória,
somente
em segundo lugar vêm as necessidades terrenas:
Pai Nosso
9
Pai Nosso,
que estais no céu,
santificado seja o vosso nome;
10
venha a nós o vosso Reino;
seja feita a vossa vontade,
assim na terra como no céu.
” porque o vosso Pai sabe de que coisas
precisais antes mesma que lhe as pedis.”
11
O pão nosso de cada dia
nos dai hoje;
È permitido a nós, invocar a sua ajuda nas múltiplas
dificuldades quotidianas. Os Padres da Igreja falam de nutrição não só material
mas também espiritual, através do pão, da palavra de Deus e daquela do Pão
Eucarístico.
Imediatamente, depois, devemos pedir perdão, reconhecendo
as nossas continuas faltas para com Ele e para com os outros. Nos vem claramente
indicado que não podemos esperar
o Seu perdão se nos mesmos não estamos prontos a
perdoar ao nosso próximo.
12
perdoai-nos as
nossas ofensas, assim
como nós perdoamos
aos que nos ofenderam;
13
e não nos deixeis
cair em tentação,
mas
livrai-nos do mal.
14
Porque, se perdoardes
aos homens as suas
ofensas, vosso
Pai celeste também vos perdoará.
15
Mas se
não perdoardes aos
homens, tampouco vosso Pai
vos perdoará.
Insiro o jejum a esta introdução, por ter sido ele
associado por Jesus
e, consequentemente, pela Igreja, à oração:
16
“Quando
jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante
abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já
receberam sua recompensa.
17
Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto.
18
Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está
presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.
19
Não
ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde
os ladrões furtam e roubam.
20
Ajuntai para vós
tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões
não furtam nem roubam.
21
Porque onde está o teu
tesouro, lá também está teu coração.
22
O olho é a luz do corpo.
Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado.
23
Se teu olho estiver em
mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são
trevas, quão espessas deverão ser as trevas!
24
Ninguém pode servir a
dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e
desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.
25
Portanto, eis que vos
digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo,
pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que
as vestes?
26
Olhai as aves do céu:
não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as
alimenta. Não valeis vós muito mais que elas?
27
Qual de vós, por mais
que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?
28
E por que vos inquietais
com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem
fiam.
29
Entretanto, eu vos digo
que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles.
30
Se Deus veste assim a
erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a
vós, homens de pouca fé?
31Não
vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos?
32São
os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que
necessitais de tudo isso.
33Buscai
em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão
dadas em acréscimo.
34Não
vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas
preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”. ( Mt: 6,16-34)
Falando de oração
desejo mencionar João Maria Vianney, ou seja o Santo Cura d’Arts, nascido em Dardilly,
em
1786. Foi ordenado sacerdote e Grenoble no ano de
1815
e em 1818 chegou
a Ars. A igreja tornou-se a sua casa, de fato dia e noite ele estará ali,
ajoelhado diante do Tabernáculo a implorar ao Senhor
pela conversão dos paroquianos a ele confiados.
Com a sua vida, a suas pregações e acima de tudo
com a sua incessante prece diante do tabernáculo,
consegue despertar a fé
dos seu paroquianos. Reconduzirá
os pecadores a Deus com a sua oração, mas, também,
dedicando ao confessionário 17 horas ao dia. Morre em 1859, foi canonizado pelo
papa Pio XI em
1929 torna-se
patrono de todos os vigários de Roma e do mundo.
Devemos também nos, seguindo o seu exemplo,
redescobrir a grandeza da oração mas acima de tudo
daquela diante do Santíssimo Sacramento no Altar.
O
Senhor nos escuta onde quer que estejamos em oração, mas, instituindo o
Sacramento da Eucaristia, nos
indicou um lugar privilegiado para
lhe estar
próximo. Ele está ali, realmente presente,
ali
nos espera dia e noite incansavelmente no
Seu imenso Amor. Quanto ainda o faremos esperar em
vão, deixando
as igrejas vazias? Tomemos o exemplo
do Cura de’Ars,
em
adoração desse maravilhoso e único
Deus que de tanto amar aos homens se fez
Pão para salvação de toda humanidade.
às vezes, olhando as pessoas rezar o Pai Nosso com os braços abertos e
levantados, mas que não dobram os joelhos em sinal de respeito e adoração da
Hóstia consagrada, quando é elevada e mostrada aos fiéis depois
do “Cordeiro de Deus” na celebração da S. Missa, me
pergunto se os meus irmão cristãos têm
conhecimento que naquele momento o celebrante nos
mostra os próprio Senhor sob a aparência de pão. Aquele mesmo Senhor que
recebemos, imediatamente depois, realmente presente na Eucaristia.
Federica
|
|